
O potencial de águas subterrâneas da bacia hidrográfica do Itapecuru foi estimado em 2,9 bilhões de metros cúbicos anuais, o que representa, aproximadamente, 30%. A maior parte deste potencial é relativo à margem esquerda (principalmente devido ao Rio Alpercatas), cujos tributários contribuem com cerca de 1 bilhão.
A alta bacia é responsável por um potencial de cerca de 2,8 bilhões de m³/ano (78% do potencial subterrâneo total). Neste trecho, o escoamento subterrâneo representa cerca de 85% do escoamento total, o que denota a magnífica reconstituição dos aqüíferos da região do alto curso.
O uso da água subterrânea ainda é predominante e chega a ser maior que o dobro da superficial na bacia. Das 220 captações existentes na bacia, 139 são subterrâneas, ou seja, poços profundos que retiram do subsolo aproximadamente 3 mil litros por segundo. As 81 captações superficiais retiram 1200 l/s e situam-se em barragens, açudes, afluentes e no próprio rio.
Considerando estes dados, a vazão utilizada de águas superficiais é inferior a 3% da vazão média de rio medida na cidade de Itapecuru Mirim (40m3/s).A Companhia de Águas e Esgoto do Maranhão - CAEMA, a maior usuária dessas águas, possui 58 unidades que bombeiam 2600 l/s. Os Serviços Autônomos de Água Esgoto SAAEs, possuem, juntos, 70 unidades e bombeiam 900 l/s, tendo como principais cidades abastecidas Caxias, Codó e Rosário e, ainda, existem 3 sistemas de abastecimento de água operados diretamente por prefeituras, com vazão de 30 l/s.
Empreendimentos agrícolas, agropastoril, fazendas, sítios, piscinas, piscicultura totalizam 89 unidades bombeando próximo a 600 l/s.
O tratamento
Devido a maior utilização ser para consumo humano, a água de superfície captada requer adequação ao uso. No Rio Itapecuru, a vazão de água retirada para consumo humano é de 3422 l/s, produzidas por 128 sistemas e representando 64,6% da bacia.
Os registros de vazão de água tratada apontam 2658 l/s, menor que a utilizada para abastecimento público 3422 l/s, indicando assim que boa parte da água distribuída aos aglomerados urbanos (22%), não recebe nenhum tipo de tratamento. Apesar de não encontrarmos informações que dêem suporte à afirmação, acredita-se que esta água seja proveniente de poços profundos.
Um rio que doa vida
Em todo planeta, o mais nobre dos consumos dados à água é a ingestão humana, mas esse é apenas o mais nobre; a água é utilizada em todos os processos de produção, do mais simples ao mais complexo.
Várias cidades utilizam a água diretamente do rio ou de tributários para consumo após tratamento convencional, sendo que o mais antigo sistema de abastecimento de água data de 1961 no Riacho do Ponte em Caxias.
A primeira cidade a dispor de água tratada foi Colinas, bombeando, sobre um flutuante no rio, 80m3/h para uma pequena estação de tratamento de água compacta na margem direita no Bairro Alto. No tratamento, é utilizado sulfato de alumínio, cloro gás e cal. O abastecimento é precário e atinge apenas 50% da população urbana da margem direita.
- Em Caxias, a captação situa-se na margem esquerda e bombeia 160m3/h para uma estação próxima, para atender 80% da população. Possui uma estação de tratamento convencional – a segunda maior do rio – que utiliza no processo de cal hidratada, cloro e sulfato de alumínio.
- Timbiras retira água diretamente do rio, com captação na margem direita e com auxílio de uma estação compacta e subdimensionada, que atende precariamente a cidade.
- Cantanhede, Matões do Norte e Miranda do Norte abastecem-se na margem direita em Cantanhede, onde está localizada a estação de tratamento convencional, que alimenta as três cidades.
- Pirapemas
Itapecuru Mirim capta na margem direita e envia para a estação de tratamento convencional distante 600m do rio.
- Em Areias, fica a captação que abastece a cidade de Santa Rita.
- A maior parcela de água distribuída em São Luís provém do município de Rosário (Sistema Italuís). Este sistema é a maior captação e unidade de tratamento do Estado, produzindo 7200m3/h e também abastece parte da zona rural (Estiva) e o Município Bacabeira.
As outras cidades banhadas pelo rio que não consomem a água diretamente, a utilizam do lençol subterrâneo, através de poços profundos.
- Mirador possui 3 poços e retira do subsolo 95 m3/h.
- Codó possui poços.
- Coroatá possui 11 poços e retira 341 m3/h.
- Rosário possui poços.
Toda água superficial usada é cerca de 1181 l/s e a subterrânea é 6964 l/sA CAEMA retira 3m3/s ou seja 1% da vazão média.